segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Família grande permanece unida!

gente... sorryyy! eu sei, eu sei, tô sem tempo, e não é desculpa esfarrapada. Projeto de monografia + novo emprego + zilhões de livros pra ler + aulas + ser feliz e afins consomem muuuuito meu tempo!Tô tentando atualizar minahs colunas nos outros sites que escrevo pra que elas não fiquem tõ desatualizadas, mas tá difícil. Anyways, voltei - e agora, pra ficar! =)

Bom, ontem foi o aniversário de 80 anos do meu avô. Cara, que festa linda! Strogonoff de Frango e creme de bana à parte, acho que pela primeira vez conseguiram reunir a família inteeeeeeeira. Meu avô disse que acha que foi a primeira vez que reuniram numa festa feliz, pq geralmente a família só se une em enterros. Trágico, eu sei, porém, verdade.

Essas reuniões de família, pra mim, são trágicas. Assim, é sempre bacana ver todo mundo - aliás, quem era aquele tanto de gente que eu nunca vi na vida? acho que não conhecia a metade da festa. E as pessoas insistem no 'menina, como tu cresceste! tá grande, hein? Já casou?" O "já casou" é a pergunta dominante. Porquê todo parente é enxirido em saber se a gente já casou? Eu ainda não casei, mas quero me casar, só não achei um doido que partilhe das mesmas idéias que eu, gente! Além disso, meu avô já está contabilizando os tiros na macaca e mandou uma roncadeira no interior atirar lá de cima do Morro do Cruzeiro! HAHAHA! =P

Voltando à festa, as perguntas não param. Quando tu te casa? Já namora? Tu tem quase 30 né? menina, e tu viaja quando de novo? ah, poxa, mas que emprego bom, hein? - sinceramente, nada disso é da conta de ninguém!!! Mas esse é um sintoma típico das conversas de família. Tenho uma tia doida que sempre perguntava pro meu irmão "tu já transa?" e ele tinha só 10 anos. Doida de pedra, mesmo. Nessa festa do meu avô, a vi fazendo as mesmas perguntas doidas pros meus primos menores.

Depois, fim de festa, tem os bêbados. Meu pai falando inglês - e qd ele está MUITO bêbado, ele traduz. Uma tia repetindo as mesmas frases 15 vezes, sendo que a ultima era bem mais enrolada que a primeira, um outro tio fazendo piadas inteligentes - ele é daqueles que lêem 500 livros por mês - outra tia querendo beber mais... aquela coisa. E eu, tendo que esperar todos os bêbados pra poder ser o anjo e levá-los pra casa e livrá-los das multas. Coisas que só as pessoas muito legais como eu fazem.

Mas, no final das contas... é por essas e outras que eu amo a minha família, grande e doida do jeito que é.

tchaubeijomeliga! ;*

PS: Gente, não tô velha e enclausurada em casa, só tenho andado muito cansada, tá? Juro que vejo vocês algum dia da minha vida depois que ficar rica e formada.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Quem se define, se limita

Sou uma pessoa muito aberta a novas amizades, desde que eu perceba que elas não tenham interesses envolvidos. Digo interesses de várias formas: pessoais, econômicos, vingativos, sexuais, e afins.

Dia desses, uma pessoa me adicionou no MSN e disse que tinha lido minhas idéias aqui no blog, tinha gostado muito, e sentiu lendo a VEJA. Não sei se me preocupo, já que a VEJA não é nem um parâmetro pra mim... hehehehe. Tá bom, resolvi levar como um elogio.
Numa das conversas, ele me pediu a tarefa mais árdua do mundo pra mim:
"Como tu te define?"

Partindo do clichê de "quem se define, se limita", eu fiquei meio sem saber o que responder. Se tirarmos o clichê de lado.... melhor a gente saber como se definir, já que aí sabemos nosso limite e fica implícito que nos conhecemos.

Depois de pensar um pouco, cheguei à conclusão que segue:

"Eu sou Rafaela Mota Lima. Sou meus amigos, minha família. Sou meu sobrinho mais velho, e sou também o mais novo que acaba de chegar. Sou a Bíblia que recém-conheço, sou a célula que recém-frequento, sou as novidades que recém-aprendo. Sou o mundo, sou minhas viagens, sou meu passaporte cheio de vistos. Sou os amigos que tenho em cada lugarzinho no mundo. Sou os Thompson e os Flores. Sou borboletas. Tatuagens de borboletas, também. Sou casamento na praia e chão de mármore em casa. Sou futuro marido, quando ele aparecer, servindo café na cama e abrindo as cortinas do apartamento na praia. Sou carne, camarão e chocolate. Muuuuito chocolate. Sou as sindicâncias intermináveis, sou os fins de semana articulados. Sou aquela que adora dar presentes caros quando pode, e a que dá lembrancinhas sempre. Sou minhas conversas intermináveis na internet, sou minha mãe brigando comigo porquê não troquei o óleo do meu carro, sou dirigir sem rumo até achar companhia pra fazer nada. Sou o mar, sou olhar o mar, sou pôr-do-sol na praia - sozinha ou acompanhada. Sou grossa quando devo, sou romântica quando tô apaixonada, sou antipática quando não gosto de alguém. Mas também, sou aquela que gosta de todo mundo e é cheia de amigos. Sou a que fala 'sim, sim'. Sou a que não gosta de filas, de trânsito, de cozidão e comidas estranhas, de gente chata e de mau humor. Sou a que não é a favor da pena de morte, nem de viagens sem aventuras, nem de amor sem riscos. Sou o jornalismo, a fotografia, as câmeras de filme 35mm, a escrita e minha estante de livros. Sou a que não se acha bonita e a que faz dietas loucas para emagrecer porque o corpo vive em constante boicote. Sou petit-gateau, sou o volcano do rainforest cafe, sou o sorvete da hagen däz. Sou a chata que briga com os amigos porque não ligam sempre, sou a que esquece de ligar pros amigos as vezes, mas também sou a mesma que adora saber como meus amigos estão. Afinal de contas...eu sou a Rafaela. Muito prazer."

tchaubeijomeliga! ;*

PS1: Não vou mais pra Teresina, gente!!! (Agora é a hora que vocês vibram!)

PS2: Adooooroooo crianças novas chegando no pedaço! =)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Pelo mundo afora


E eis que escrevo diretamente de Toronto, Canada, para todo o Brasil via sate'lite pela Rede Globo de televisao! ClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClapClap!! hahahahaha

Pois e' minha gente, e la' estou eu no mundo de novo. No Canada'. Em Toronto (uma prova - ai estou no chao de vidro da CN Tower).Na mesma velha casa de sempre. Nao estou na mesma cama de sempre pq a minha familia daqui transformou meu antigo quarto numa sala de jantar ¬¬. Enfim, estou no mundo de novo. E o bom de estar no mundo e' que a gente tem a chance de ver outras coisas, outras pessoas, outras culturas. De ver realmente como o mundo e' e de como a nossa cama faz falta.

Vim para o Canada' a trabalho, trazendo um grupo de alunos que querem estudar ingles e aprimorar a lingua, aprender novas culturas , conhecer novas pessoas e ver que o mundo pode ser totalmente diferente do que realmente pensamos. Uma experienca dessa e' para poucos, e eu ja' tive va'rias vezes. Sou uma pessoa de sorte, devo dizer.

Pessoas. Como as pessoas sao diferentes! Hoje mesmo eu estava pensando nisso quando vinha pra casa - e acredite, e' longe, a vida de um estudante no exterior nao e' nada fa'cil - e refletindo quantas pessoas diferentes passam pela nossa vida. Tinha uma amiga chamada Oh (sim, o nome dela era esse), da Thailandia, e nunca mais falei com ela. Mas em compensacao, fiz amigos novos - como o Roma, da Ucrania, que vcs podem ver no a'lbum do orkut - e pode ser que tambe'm nao fale mais com eles daqui a um tempo, mas o que importa e' que eles deram a contribuicao deles para a minha vida. E, sem ser tao sentimental... por falar em pessoas, pq os estrangeiros se vestem taaaaaooo mal, hein? Pelamordedeus, nunca vi gente pra nao saber combinar roupa mais que eles. E ainda mais agora, no verao, todo mundo anda arrumadao e de chinelo no pe'... e' impressionante o mau gosto desse povo!

Tambe'm devo destacar como as coisas sao tao mais organizadas no primeiro mundo. As coisas realmente funcionam. E' magnifico como o metro tem cadeira estufada, como o onibus tem ar condicionado e passa no hora'rio, como com um mapa voce chega em qualquer lugar, como as pessoas te dao informacoes certas e precisas, como adolescente nao pode beber por lei e nao bebe. Impressionante. Como tem a'gua nos bebedouros da rua e a agua e' potavel. Como os museus tem dias especificos para nao cobrarem admissao, como voce tem rotas alternativas de transporte para tudo. Amo a tecnologia e a facilidade dessas coisas.

Este ano estou tendo experiencias que nao tive ano passado. Primeiro que no meu grupo so' tem meninas, o que pode gerar muita fofoca e briguinha mas, as minhas meninas, gracas a Deus, se gostam e nao brigam. E ainda saem pra comprar juntas hahahaha! (Perigo nessa parte - pais, mandem cortat os cartoes de credito!). Depois, moro a uma hora da escola que estudo esse ano - no ano passado so demorava 25 minutos pra chegar. Alem de outras coisinhas, esta' tudo sendo inovador e diferente, o que prova que, mesmo que pro mesmo lugar, nenhuma viagem e' igual.

E', realmente.... O mundo e' bao, sebastiao.

tchaubeijomeliga! ;*

PS: Gente, to de mudanca pra Teresina. Me desejem sorte. Vou precisar.

PS x2: Vcs acreditam que a minha chapinha nao quer funcionar? To passada!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Anarriê!

Pois é, chegou o mês de junho, né não? Final de período na faculdade, final de aulas na escola que eu ensino Ingrêis, preparativos pra viajar como sempre... e a vida agitada indo.
Aqui em na Ilha de Lost, como já diria a Coquete, junho significa a temporada de arraiais, de bumba-meu-boi, de cacuriá e tambor de crioula, nossa maior manifestação de cultura e que foi recentemente nomeado Patrimônio Cultural da Humanidade - eu lembro, eu tava lá cobrindo este evento, entrevistando Gilberto Gil debaixo de sol e chuva e quase sendo pisoteada pela multidão, uma loucura.

Enfim, o mês de junho - além da depressão que a data comercial do dia 12 traz para os pobres encalhados como eu - é, no geral, um mês alegre. Os índios do Boi de Morros me deixam beeeem alegre, apesar de eu achar que eles decaracterizam o evento e eu os achar um pouco bregas. Mas gente, que dança safada é o cacuriá, néam? É um esfrega-esfrega danado!! Ontem no arraial daqui da escola eu vi as crianças dançando e fiquei pensando se elas pelo menos sabiam o que estavam fazendo. Ainda bem que não, assim a gente pode dizer que realmente é uma manifestação de cultura e tradição, e não de sem-vergonhice e esfregação a olho nu.

Outra coisa que eu reparei foi nas vestimentas das pessoas. Sabe, o "arraial" é uma quermesse do interior. É apenas uma simbolização de uma festa de interior, que as pessoas vestem vestidos de chita e camisas quadriculadas, daí o nome "festa caipira". Poquê raios em São Luís as pessoas se vestem pra um arraial como se fossem pra uma festa de 15 anos? Salto 15, quinhentos quilos de maquiagem, roupas extremamente enfeitadas, e por aí vai. O enfeite até que a gente deixa passar, afinal de contas, Boi de São João tem que ter brilho! Gente, mas primeiro... pra quê um salto 15 num chão de terra pisada? Ai, fico louca quando vejo.

Junho também é o mês de Santo Antônio. Gente, tenho pena de Santo Antônio, coitado. Encalhadas do mundo todo afogam, amarram, batem no santo procurando um marido. Tadinho, gente. Por isso que elas continuam encalhadas... como alguém que é tão sacrificado vai dar um marido bom pra alguém? Impossível. Nesse caso, ando recomendando que minhas amigas apelem pra Santo Expedito, o santo das causas impossíveis. Ele deve andar mais desocupado e ainda resolve esses dilemas da vida moderna, veja só.

No mais, aproveitem as festas juninas para comer muita torta de camarão e tomar muita água de côco para não desidratar - nada de beber e dirigir, olha multa de R$950 minha gente! - e aproveitem para dar um tempo da vida louca do dia-a-dia.

tchaubeijomeliga! ;*

PS: Tô realmente preocupada com Santo Antônio. Dá um tempo pra ele, gente. Tadinho. =/

PS2: Cuidado aí na hora de dirigir, gente. São João é uma época meio remosa pra acidente. Cuidado, viu. E aind tem a nova lei que multa quem tomar que seja um copo de bebida alcóolica. Cuidado mesmo.

sábado, 31 de maio de 2008

Um Amigo é pra acudir outro

Gente, tô doente. Aliás, já tô quase boa, mas o fato é que estava doente. E, dizem por aí, quando estamos no leito de morte é que sabemos quem são nossos verdadeiros amigos. Não estava doente à beira da morte, é verdade, mas essa semana, tive várias provas de amizade e quero compartilhá-las com vocês.

Fui diagnosticada com dengue, esse mosquito infame que quer ter fama e sucesso às minhas custas. E acho que ele conseguiu, porque, primeiro, A vigilância Sanitária veio aqui na minha casa e uma enfermeira do grupo da dengue coletou meu sangue. Depois disso, a responsável pela dengue aqui em São Luís ligou pessoalmente para a minha casa e mandou eu ir a um hospital urgente fazer um hemograma completo. Adorei a sutileza dela quando me disse ao telefone "amanhã pode ser tarde demais, você precisa ir agora a um hospital e fazer um hemograma completo. peça urgência ao caso". Depois de fazer o exame, pensei em pedir pra minha mãe providenciar o caixão, porque, pelo visto, eu tava morrendo mesmo. No dia seguinte, agentes da vigilância voltaram à minha casa e me informaram que ia passar com aquele carrinho que borrifa o remédio pra dengue aqui em casa e em todo o quarteirão. Enfim, eu e minha dengue mobilizamos todo o bairro. Fico feliz de ter cumprido meu papel social.

Voltando ao papo da amizade, eu consegui ver que realmente sou feliz. Sou uma pessoa que tem amigos e, graças a Deus, não consigo contar se juntar as duas mãos. Meu avô diz que, se a gente chegar à velhice e conseguir contar mais de 5 amigos que estão com você desde sempre, somos pessoas abençoadas. Não cheguei à velhice, mas tenho mais de 5 verdadeiros amigos. Pessoas que realmente se preocuparam comigo, me ligaram todos os dias que Deus me deu para saber como eu estava. Isso sem contar com as visitas aqui em casa, e com a preocupação dos meus amigos que não podiam estar aqui de corpo presente, mas estavam sempre perguntando por mim no meu msn e preocupados mesmo em saber como eu estava.

Eu vi uma frase interessante essa semana num msn de algum dos meus seiscentos e poucos contatos. Dizia: "A amizade é um amor que nunca acaba". E, poxa, fiquei pensando naquilo. Às vezes à gente não perdoa um namorado por uma coisinha que ele fez, mas perdoa um amigo por uma traição grande. E, sabe? vale a pena. Porque namorado, pode se tornar marido e ser uma pessoa com quem você se case e divida a sua vida, mas uma piriguete safada não tira de você um amigo. Um cafajeste qualquer não pode tirar o prazer de encontrar aquele amigo de infância na rua e sentir a mesma alegria de sempre, sentir felicidade num abraço. Tem prazer maior que você encontrar um amigo que não vê há 10 anos e sentir a mesma vontade de sentar e contar sua vida inteira? Não tem, gente. Não tem mesmo.

Tem pessoas que você conhece a sua vida inteira e não se torna amigo. Em compensação, tem outros que você conhece numa coisa rápida e troca um "oi", mas que se tornam pessoas especiais em pouco tempo de convivência. Tenho alguns casos de amizades assim, e sou tão grata por eles quanto os outros amigos que conservo pelos meus 25 anos de vida ~- nãocontapraninguémaminhaidadeporfavor! Deus realmente me abençoa com a presença dessas pessoas em minha vida.

Pensei também em outra coisa. Às vezes a gente dá valor pras pessoas erradas, néam? Queremos ser amigos de umas pessoas que realmente não acrescentam em nada na nossa vida. E pra quê isso, minha gente? Acho que porque, muitas vezes mas, graças a Deus, não sempre, insistir no erro é inerente ao ser humano. Às vezes a gente acha que insistir naquela amizade dá certo, mas realmente... ela passou do ponto. Precisamos ter discernimento e amor demais pra saber quando uma amizade não dá certo - e será que essa pode ser chamada de amizade, mesmo, hein?

Não sofram por amores, pessoas. Sofram por amigos. Esses, sim, valem a pena o sofrimento.

tchaubeijomeliga! ;*

PS: Já tô boa da dengue, depois de toda essa saga do estado para comigo. Vou agradecer aqui a Larissa - pela comoção estadual que ela causou; a Mari - pelas visitas e pela amizade de todo dia; A Renatinha e Jairo - pelas mil ligações por dia e pelas visitas que me deixaram melhor, com certeza; a Juninho, que quase voltou de Chapadinha e me arrastou pro hospital pra fazer exame 7h da manhã; a Carlitos e Fer, que não moram aqui, mas se morassem teriam vindo me visitar todos os dias; a Carlos Henrique e Jorge, que me ofereceram até uma escova de graça pra eu morrer bonita; a meu amigo Maurício, que se preocupou comigo tb e falou comigo do celular alheio; meu amigo João Santiago, que é o melhor webmaster que eu conheço, e que é um amigo e tanto e se preocupa com todo mundo que ele conhece; Susu Wollf e Maira, que semmpre se preocuparam comigo e não só dessa vez; Rebeca, minha mais nova amiga, que conheci num dia bem especial pra mim, e que se tornou tão importante quanto todos os meus outros amigos, e que m perguntou todos esses dias se eu tava viva; Enfim, por todas as pessoas que se preocuparam em não escolher o pretinho básico pro meu velório.

PS de novo: Gente, vocês viram que absurdo a onda de assalto aqui no Vinhais? um horror, os patifes fecharam a rua e roubaram simplesmente toooodas as lojas do comércio daqui! Me senti na favela da rocinha, gente! Coisa pra Juvenal Antena resolver.

PS x3: Cara, essa minha semana de novela me trouxe uma preguicite aguda e uma fixação por novelas. Podem me perguntar que eu sei de tudo desde Cabocla até Duas Caras. Tô craque.

terça-feira, 20 de maio de 2008

"...tenho em mim todos os sonhos do mundo..."

Um dia ela acordou diferente.
Passara a noite sonhando.
Sonhou primeiro que estava numa mansão rodeada de gente. Muita gente, gente de todo tipo, de toda raça e toda cor. Mas, mesmo assim, sentia-se sozinha. Era como se não tivesse ninguém ali. E ela gritou por alguém que nunca chegou.
Acordou atarentada no meio da noite e, depois de alguns minutos, voltou a dormir.
Agora, estava num jardim bonito e grande. Neste jardim, ela continuava chamando por alguém que não chegava.
O engraçado era que ela confiava. Ela sabia que ele um dia ia chegar, mesmo depois de não ter aparecido após tantos gritos.
Acordou novamente assustada. E aí não dormiu mais.
Ficou acordada naquela madrugada, olhando pro teto e fazendo dele uma tela de cinema.
Via sua vida inteira passar.
O trabalho, os amigos da antiga escola, a primeira queda de bicicleta. Viu suas bebedeiras, seu primeiro beijo, sua primeira viagem sozinha, sua primeira decepção amorosa... a carteira de motorista, a aprovação no vestibular, o mico que pagou na festa.
Via sua vida passar, e pensava: "que vida mais ou menos, essa minha... não fiz nada de útil."
E chorou. Chorou como uma criança e dormiu. Já era quase de manhã. No novo sonho, ela o chamou novamente... e ele veio. Pegou a sua mão, deu um beijo e disse: "vem comigo".
E ela não hesitou em segui-lo. Sabia que aquele era o caminho certo, sabia que ali estavam depositados o restante de seus dias. Sabia que tinha encontrado a felicidade. Sabia que havia achado a peça que estava faltando.
Ela deu um grande e demorado sorriso, e viu as borboletas que passavam.
E quando acordou, estava diferente, sim, pois tinha certeza que a sua vida tinha mudado.
Sabia que agora, cada vez mais, seus dias teriam sentido, e ela teria pra quem ligar qd tivesse com vontade de conversar. Teria pra quem ligar quando chegasse cansada do trabalho e só quisesse ouvir que tudo ia acabar bem...Teria pra quem cozinhar aquele fetuccini ao pesto que só ela sabia fazer, enquanto ele esperava na sala e passava a vista nos seus livros do Vinícius.
Sem contar que ele sabia de cabeça aquela música que ela adorava. Ela cantarolou..."Não se afobe não que nada é pra já..."

E então, finalmente, ela foi feliz. =)



(tchaubeijomeliga! ;*)


PS: Gente! Novas aventuras chegando no ar! tem um site novo na cidade, chamado AGITO SLZ. Dêem uma checada nas novidades! http://www.agitoslz.com/ E eu vou escrever lá em breve tb =)

PS de novo: Maureen, juro que teu post vai chegar. Hehehe. Tô desentendida dos assuntos por esses dias, mas juro que vou fazer toda uma pesquisa de campo =P

PSx3: O título não é meu, eu roubei do Tabacaria do Álvaro de Campos. P-Lisss, não me denunciem por plágio, tô citando a fonte aqui no fim, tá? Gradicida.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O Sofrimento é Opcional

Sabe aqueles clichês que a gente ouve por aí? "tudo dá certo no final; se ainda não deu certo, é porque não é o final"... e tem um outro ótimo, que diz "O sofrimento é opcional".
Cara, pára tudo. São os clichês mais perfeitos do mundo, hahahaha!

Agora, eu me questiono muito sobre eles. Quando é este bendito final? Quando eu morrer, é? Porque, se o "final" for quando eu morrer, eu vou morrer errando, não é isso? E se sofrimento é opcional... é como se a gente estivesse no supermercado e hoje pega a latinha de sofrimento. "Ih menina, hoje vou levar esse enlatado de sofrimento q tá na promoção!"

Concordo em gênero, número e grau que o sofrimento é opcional - mas nem sempre também. Uma criança que é espancada pelo pai todos os dias não escolheu sofrer. A pobrezinha da Isabella Nardoni - que Deus a tenha e mandem parar de falar da bichinha - não escolheu ter uma madrasta louca e um pai psicopata e sofrer as consequências disso. Acho que essas frases clichê são mais pra relacionamentos, néam? do tipo "tá minha filha, não deu certo com esse, então limpa as tamancas e dá a volta por cima" e "tu vai chorar pra quê? homem é que nem biscoito, vai um e vem oito! xD". Uma coisa meio assim.

A tristeza é inerente ao homem. Tem dias que a gente amanhece triste mesmo, aparentemente sem motivo... mas na verdade a gente sabe que tem um motivo, e assumi-lo é um problema. Assumir que tu tá na fossa por causa de uma outra pessoa, é um problema, sim. Assumir que você queria estar envolto naquele abraço, ou colado naquela boca, é o maior problema de todos os tempos. E sofrer por isso é opcional, sim. Você pode escolher não sofrer e passar os seus dias melhores, ou escolher comprar 50 caixas de chocolate, engordar e pensar "poxa, pq ele não vê que sou a mulher da vida dele"... E é claro que todos nós automaticamente escolhemos por não sofrer, mas internalizar isso de verdade é que é o difícil. Precisamos ser pessoas muito iluminadas para pensar nisso com todo esse altruísmo e paz de espírito.

O que a gente quer na verdade é só o colo pra deitar, a boca pra beijar, o braço pra abraçar. Mas não pode ser qualquer um, tem que ser O colo, A boca, Os braços. Aquele. Daquele que você gosta. Mas a gente ouve tanta coisa, né? Ouve que a vida continua, que a fila anda, que um amor não correspondido dá lugar pra um novo amor chegar... mas e se a gente não quiser um novo amor? Se a gente quiser aquele amor, daquela pessoa, com aquela intensidade? Precisamos só aprender a não depositar toda a nossa esperança de felicidade no outro, e daí é que vem o tão famoso "o sofrimento é opcional". É realmente opcional você achar que outra pessoa pode te dar a felicidade que você pode se proporcionar fazendo coisas por você mesma.

Vou acabar esse post porquê tô meio deprê, mas é isso. O sofrimento é opcional.
E eu no momento tô curtindo a minha dor, mas optei por não sofrer.

tchaubeijomeliga! ;*

PS: Não se desesperem, eu não vou me matar.

PS de novo: Aprendi esses dias que às vezes, a gente pensa que fez um mal pra gente, mas na verdade foi um mal aparente, pq vai trazer tristeza momentânea pra gente, mas felicidade pros outros. =)