Nunca este clichê foi tão verdadeiro pra mim.
No dia 3 de abril, após váaaaaaaaaarias outras tentativas falhas de emagrecer, me submeti a uma gastroplastia. Para os leigos, é a mesma cirurgia bariátrica, ou redução de estômago.
Foi um grande passo e uma grande decisão pra mim. Nunca fui magra, mas nunca tinha sido obesa como estava agora. E por coincidência, estou vendo Malhação neste momento e estão falando de padrões de beleza. (calma gente, tô em casa ainda me recuperando da cirurgia).
Enfim, essa cirurgia tem me feito aprender demais.
Aprender a ter paciência com todo mundo e comigo mesma, a me tolerar, a tolerar os outros.
Especialmente, a tolerar a lmitação dos outros e as minhas próprias.
Essa cirurgia tem me deixado grata por ter arroz todos os dias na minha mesa, apesar de eu não poder comer ainda. Tem me deixado muito mais grata a Deus pelas enormes bençãos que Ele me dá todos os dias, nas pequeninas coisas. E me faz ver que Ele sempre me deu bençãos e eu era cega demais pra perceber.
Tenho aprendido a abrir os olhos e saber quem são meus verdadeiros amigos, quem realmente me ama e tem consideração, e quem diz que é meu amigo mas nao se digna a me dar uma ligação. Não posso obrigar ninguém a me visitar, mas sei q uma ligação é a maior demosntração de preocupação que algumas pessoas podem mostrar.
Enfim, mais do que tudo, tenho aprendido a conviver comigo, com meus pais, com meus irmãos, com meus cortes no corpo, com meus pensamentos, com meus devaneios, com minha psicóloga, com minha comida limitada.
É um treino árduo de convivência e de paciência.
E Olha... descobri que sou chata...e que as pessoas realmente me aturam porque me amam.
Tchaubeijomeliga ;*
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Ano Novo, Vida Nova
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O amor é filme?
O amor é um risco.
Um risco que muita gente se atreve a correr. E, sabe, muitas vezes dá certo. Algumas outras vezes dá errado, é verdade. Mas oq ue seria de nós se não aprendêssemos com o amor?
Hoje, depois de ir à igreja (sim, sim, Aline, eu sei, eu fui à igreja!)... e conversar horas a fio com minhas amigas, eu percebi o quanto é bom ser amada. Eu já soube o que era isso um dia, mas acho que tinha esquecido.
O amor realmente é filme.
O amor deixa as meninas mais sorridentes e felizes e saltitantes por ter dado um beijo, por ter se aventurado rumo ao desconhecido.
O amor é um filme, pq deixa sempre os mocinhos mais belos do que parecem ser. E as histórias de amor precisam de mocinhos, e precisam de drama e suspense, senão, não seriam emocionantes. Não seriam de grande valia e de grande aprendizado. Não teriam o gosto da menta do primeiro beijo, e da pipoca do cinema agarradinhos. Não teriam o gosto do morango do sorvete do final de tarde, e do vinho tinto do jantarzinho à luz de velas.
Acho que, todo verdadeiro amor tem seus riscos. O grande lance é saber correr esses riscos com muita calma e paciência. Parece clichê, mase for pra ser, vai ser. Não tem família contra, não tem distância, não tem nada que separe...E, como nos filmes, sempre tem gente contra e gente a favor... e o que acontece sempre é alguem que resolveu mudar a situação e enfiar a cara pra ver no que dava....E não porque a pessoa tem que ser rebelde não... é porque, por mais que tudo pareça contra, o amor vence todas as barreiras e sempre tem um final feliz....como nos filmes.
E sem contar que, a paixão deixa a gente mais bonita e vendo o mundo bem mais azul. =)
http://www.youtube.com/watch?v=Rc4U8bDCVvo&feature=related
O amor é filme, e Deus é o telespectador.
Tchaubeijomeliga ;*
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Chega chegando, 2010!
É, e mais um ano chegando com força total. É hora de fazermos aquelas veeeelhas resoluções de ano novo, mesmo sabendo que não vamos cumpri-las.
É hora de lembrarmos de tudo o de ruim qu aconteceu com a gente neste ano difícil. É, das coisas ruins, sim, e deixá-las lá atrás, junto com 2009, e trazer pra 2010 só o bom aprendizado que elas nos deram.
O aprendizado de não bisbilhotar a vida alheia, de ser menos explosiva, de pagar as contas em dias, de não arriscar jogar o caror numa poça desconhecida de uma rua desconhecida, ou de arriscar quando se trata de amor. O aprendizado de falar quando se tem vontade, de sentir quando não se deve sentir - e de falar quando se sente.
É hora também de realmente abraçar o projetos que sempre quiseram ser feitos, mas que nunca saíram do papel. Ou da cabeça. Ou dos sonhos, é verdade. Aquela vontade de ser sempre livre, ou de estar presa ä sua família, aos filhos, ao marido. A vontade de viajar, de ver gente diferente, pessoas diferentes, cidades diferentes, culturas diferentes. E ter sempre uma cama quentinha pra voltar, um maridinho pra cheirar o pescoço e te fazer derreter e perder o juízo.
Tirar do papel a vontade de perder todos aqueles quilinhos extras que você ganhou em 2009. ou em 2008.
Ver aquele filme que você sempre quis ver, mas estava ocupado demais pra tirar uma tarde pra ficar em casa.
Fazer pipoca na panela, se dar de presente aquele vestido caríssimo.
Viajar.
Ouvir mais músicas boas, e dançar mais porcaria.
E, quem sabe, conseguir ser feliz os 365 dias do ano.
Ici or en Paris.
É pra chegar chegando, 2010.
tchaubeijomeliga ;*
PS: I need a job.
PS2: Em 2010, será? Não se sabe. O ano promete.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Saudade, realmente, dói.
Sabe, esses dias tenho acordado com saudade.
Recebi uma ligação importante dias desses... de uma amiga bêbada, é verdade, rs.... mas, acho que foi muito mais importante do que se tivessem me ligado avisando que eu ganhei na loteria.
Em meio a um "Raaaffaaaa.... como tu me dá um cd desses.... eu te odeio.... mentira, eu te amo Rafa.... DINHO, TIRA A CAMISA", eu revivi uns 5 anos atrás. Revivi almoços no Thaj, revivi ligações de madrugada, revivi noites de soro no hospital por causa de duas caipirinhas de Kiwi... revivi noites longas de internet, de comprar coisinhas na rua grande, de programar presentes de aniversário e de praticamente se rasgar ouvindo Lulu Santos... revivi todos os bons momentos que as minhas amigas me dão. Sim, me dão, porque mesmo estando longe de mim, todos os meus amigos estão pertinho todos os dias, no meu pensamento.
Saudade, mesmo. Até daquelas que eu me importo e que insistem em se matar. E que não querem ouvir a verdade, mas que sabem que podemos estar certas pq falamos coisas que elas não querem ouvir. Sim, elas também me dão saudade.
Tenho saudade do meu amigo que dormia de costelinha comigo quando éramos lisos e só tínhamos dinheiro pra ver filme sábado a noite, comendo miojo e tomando coca-cola. E a gente só dormia, mesmo. Porque amizade é isso: é dormir de costela com seu amigo só pelo prazer de dormir junto com alguém num dia de chuva. E hoje, quando a gente conversa pela internet, eu sinto como se ele tivesse do meu lado, do mesmo jeito, mexendo no cabelo e batendo do outro lado do braço quando a gente pega em um dos lados, ou falando rápido quando fica nervoso.
Tenho saudade da minha amiga que me acolheu na casa dela quando eu mais precisei. Que dividia o pouco que tinha comigo. O carro, a casa, o amor do filho, a comida, as noites de festa e o amor pela educação. Que, quando foi embora, me deixou sem pernas, pq era meu cérebro e minha fortaleza quando precisei de uma amiga e uma mãe ao mesmo tempo.
Tenho saudade também delas duas que foram embora outro dia... mas que, poxa.... fazem tanta falta.... nossos almoços não serão mais os mesmos... não tenho mais ninguém pra falar "paulistês" comigo...e pra alimentar minhas loucuras, rs.
Ah... e mesmo que eles não estejam tão longe, eu também sinto falta dos nossos encontros diários no churrasquinho do centro.... nas aulas, que na maioria das vezes a gente não assistia, e nas nossas festas arrumadas em cima da hora.Sinto falta de poder vê-los todos os dias... e principalmente dos que se afastaram, depois. Mas o bom é que, pelo menos quando alguns de nós nos encontramos, dá pra sentir o mesmo amor, a mesma cumplicidade, e dá vontade de abraçar tanto, tanto, pra não deixá-los ir embora, porque a gente sabe que a nossa vida corrida só vai deixar que nos encontremos de novo no próximo mês.
Tenho saudade dos conselhos que estão voltando, dos papos infinitos que também estão voltando. Tenho saudade das conversas de carro, das noites de cinema, dos dias de fazer nada em casa só porquê a gente não queria fzer nada, mesmo. Tenho saudade de ir ver um monte de coisa que não me atraía, mas eu ia mesmo assim. De chamar apelidinhos carinhosos, também. E da cumplicidade que a gente tinha no olhar.
A saudade me dói toda vez que eu lembro das nossas conversas animadas, das noites de música deprê e emo, das noites de sushi e dos luais na praia. Tenho saudade das noites regadas à boa música e de cantar alto quando uma música boa tocava no rádio. Tenho saudade das aventuras e da indentificação imediata, que parece que sumiu de uma hora pra outra, mas com certeza vai achar o seu caminho de volta quando for a hora certa.
Tenho saudade, também, dos amigos espalhados pelo mundo. Dos Brasileiros-americanos, dos recifenses-suíços, dos encontros no meio do aeroporto de Paris, ou numa ruazinha qualquer em Frankfurt. Dos Paulistas que só vejo quando viajo pra outro país, ou dos amigos que a internet me deu e que nunca vi, mas que são tão amigos quanto os reais.
E os que estão comigo todos os dias também me dão saudade. Já tenho saudade dos cabelos volumosos e indomáveis, de ter um irmão gêmeo não-consanguíneo, de vários filhinhos adquiridos no trabalho, das irmãs das articulações intermináaaaveis, das engenheiras loucas, das amigas dos almoços cativos de sexta, das amigas reunidas pra trabalhos no apartamento na beira da praia em pleno domingo, dos meus amigos que nasceram pela Fé em Deus e que tentam me ajudar a ser melhor...e de mais um monte de gente que eu queria abraçar todo dia, mas não tenho como.
E sabe? Meus amigos são o melhor prêmio que Deus poderia me dar.
Eu ganhei na Loteria, sim.
=)
tchaubeijomeliga! ;*
PS: Cansada, ultimamente.
domingo, 18 de outubro de 2009
This is a post to no one.
You know what?
You don't fucking deserve all things I do for you.
You don't deserve not even half of them.
You are selfish, and controlling, and arrogant. And you always want things the way you think are right.
But you know what, you fucking bastard?
I know you are resistant because you wanna be in control, but guess what? I'm the one controlling.
I'm not anymore on the position that you can just come, and go whenever you feel like. I'm doing that now.
I am leaving.
I am coming.
I'm the one who says what I want you to do in bed and the one who wants attention, now.
I'm tired of always having everything always ready for you and not getting anything back. Not even a thing. Not even thank you, sometimes.
And I know you are afraid. You are freaking out. I know you like I know my own hand, even if you don't tell me anything.
I feel it. It's intuition, you know?
You are so afraid of falling in love... and especially with me.
I know when you are lying, when you are talking to your freaking ex, I know when you tell me things just to piss me off. And you do piss me off telling me them.
I need someone to add to me, not to subtract, or to make me jealous.
And I'm tired of apologizing.
I don't need apologizing.
I need care, and attention, and getting back the time I'm losing on thinking about you 24/7.
And I know that I need to be patient, as you have told me between the lines... and I am patient, but I need to know it is worth it.
I need to know that, at the end, you'll be mine. You'll be with me, and I'll can see you whenever I want.
I need to know that there's not a better kiss in the world than the one you give me when we are together. Just with ourselves as companies.
I need to know that your perfume on my skin will disappear next day and won't last forever on my nose...
I need to know that all these memories will vanish from my mind when I ask them to.
I need to be sure that I won't shriver anymore when I remember the day we were together for the first time. Crazy night, uhn?
I hate you so much.
I have to hate you so fucking much right now.
I hate that I want you so badly with me at this couch in sitting on. Just to watch TV and sleep together.
Or watch a movie. Or even going out like we always do. Or to have wild and crazy sex.
Or, maybe, you come here and just be yourself. Handsome and poisonous.
Your love is the killing kind.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Carta para uma Passarinha
Querida amiga,
Escrevo-te esta carta para falar-te um pouco da vida. Acho que meus anos de experiência me permitem entender um pouco mais desse "bicho de sete cabeças" que ela é.
Não pretendo te dar conselhos de como ficar rica, ou como escolher a profissão certa. Esses dois, só você poderá decidir. Porém, tua habilidade para a escrita e a fotografia te fariam uma perfeita jornalista, aquelas as quais o mundo precisa: comprometidas com a verdade e com o fato de que o mundo muda, todos os dias, e a nossa sensibilidade para isso também muda com ele. Mas respeito a profissão que escolhestes para teu sustento e o sustento dos teus. Aliás, não ficarás rica como jornalista, mas com certeza, sentirás orgulho de ti. Por ter sido fiel à verdade e por mostrar o mundo que outras pessoas não podem ver.
A família, cara amiga... essa que tens é abençoada por Deus. Foi um verdadeiro presente que Ele mandou pra ti. Para que te apoiassem nas decisões, e te guiassem por um caminho correto, de fé e de partilhamento. Compreendes o quanto tua família é teu alicerce? Sem eles, hoje serias bem diferente. Serias, talvez, tão medíocre quanto o mundo te pede pra ser, e não o és. Ainda bem. Mediocridade e hipocrisia não combinam contigo. E nem com a tua família. Cada um deles, por mais que tenham seus defeitos, estão alí para te apoiar, até quando não pretendem. Mas apoiam, porque o brilho dos teus olhos se apaga quando precisas de apoio e, teus olhos sem brilho, não são a mesma coisa. O brilho que vemos sempre nele está aliançado em Deus, está nos olhos da tua mãe e na serenidade do teu pai. Está na competência dos teus irmãos e na inocência da sobrinha.
A amizade é presente na tua vida, também. És amiga, és companheira, és presente, mesmo quando ausente por um motivo qualquer. Seja na preocupação, seja na oração, seja na torcida. Não é à toa que tens muitos amigos, e todos eles torcendo por seu sucesso. Todos nós. Sempre querendo ver-te crescendo, prosperando, amando, sendo feliz. E nos divertindo contigo, na tua companhia para um cinema ou uma festa dançante com luzes e fumaça de brincadeira. A amizade está em ti e faz parte da tua índole. Faz parte do teu caráter ser humana, ser leal, ser fiel, ser presente. E faz parte de nós, amigos, usufruirmos disso, da forma mais altruísta que pudermos.
O imã do mundo te chama pra perto dele. As cores, os lugares, as pessoas. És parte do mundo. Tua vida está lá, tuas vontades, teus anseios. Mas só irá vir a ti se procurares por ele. O mundo, esse que queres, está mais perto do que imaginas. Está bem debaixo dos teus olhos, e está na tua alma. Só precisas ter a coragem de buscá-lo.
E o amor, passarinha? Este pássaro que te rodeia sem te deixar dormir, esperando, esperando, esperando... pelo momento perfeito de cantar da tua janela? O amor, este sim, te deixa intrigada. Te deixa pensando em como fazer para que o amor bata a tua porta sem precisares abri-la. Mas, cara amiga, precisas livrar-te de ti para amar. O amor requer riscos os quais você ainda não se deu conta que precisa se permitir correr. O amor é como fazer pipoca na panela, mas com a tampa aberta: o resultado final sempre vai ser gostoso. Mesmo que o resultado não seja o que você espera, o aprendizado te dará base e respaldo para não cometer os mesmos erros em uma outra chance. Sim, você vai cometer muitos erros, mas também terá acertos e estes vão fazer de ti a mulher mais feliz do mundo. E mesmo que um dia o amor mude (de geografia, de coração ou de portador), a lembrança de bons momentos vai te manter viva, vai te manter querendo amar de novo e sempre. E essa mesma lembrança vai te dar forças pra continuar a amar quando firmares compromisso, e vai manter acesa a mesma chama da hora do "sim". Porque, essa hora um dia vai chegar, e não vais poder evitar mais o envolvimento. Vais ter que tirar as correntes que te aprisonam em ti, e vais viver, finalmente.
A vida te espera, Passarinha. Sempre te esperou. Não a deixe passar por ti sem vivê-la.
Um grande abraço da sua amiga,
Rafaela
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Envelheço na cidade
Eu sou a Rafa. 27 anos, completos hoje. Sou pessoa Física, mas quero ser pessoa jurídica um dia.
Sou Brasileira e não desisto nunca, mas o mundo me atrai de uma forma tão impressionante que me faz querer ser de todas as nações. Sinto saudade de Paris todos os dias quando acordo, e quero um dia esquiar sem cair no Canadá mais uma vez. E também quero ver a minha família americana de novo, e quero comer mais chocolate suíço. Quero passar mais 19 horas presa no aeroporto de Lisboa pra eu passear de novo na cidade. E ver o dia amanhecer no Ontario Lake, de novo. E quero um dia poder pagar uma viagem pra Austrália, do meu bolso. Com escala em Dubai.
Também sou solteira, mas quero namorar em breve e me casar um dia. Quero ser mãe e ter dois filhos!
Sou ciumenta e briguenta. Mas não consigo me zangar por muito tempo. As pessoas que sabem como me irritar com facilidade são poucas e, quando elas conseguem essa proeza, elas sabem me fazer ficar em paz rapidinho também.
Eu sou a minha câmera fotográfica que tira foto de tudo o que encontra pela frente, e o meu diploma de jornalista que o Ministro tentou me tirar. Ele, pra mim, expressa tudo o que eu sempre quis ser: livre pra falar e pra saber o que estou falando.
Aliás, eu falo demais. O meu emprego me faz falar o dia inteiro. Falo no telefone, na internet, ao vivo, no almoço, no jantar. Falo. Mas não gosto de falar dos outros. Falo de mim, sempre.
Sinto saudade dos meus amigos. De todos eles. Mas é uma saudade doída, sabe? Sinto vontade de abraçar todos eles o tempo inteiro. É, posso ser grudenta, às vezes. Mas só às vezes. Não gosto que grudem em mim.
Sou carente de abraços todos os dias. E cheiros. Gosto de cheirar pescoços e cabelos. Gosto de fazer cafuné e de dar beijos nas bochechas. Aliás, só tiro foto mandando beijo. Minha marca registrada.
Ouço de tudo um pouco. Leio de tudo um muito. Sou viciada em internet e em bons sorvetes. Vivo em dietas mirabolantes e meu corpo faz questão de me boicotar todas as 24h do meu dia. Se pudesse, comeria sushi todos os dias, com chocolate de sobremesa.
Moro com meus avós e conto os dias pro meu apartamento ficar pronto. A minha ansiedade me permite ser sozinha e ser feliz. Quero chegar em casa e colocar uma banda de sapato na porta e outra na cozinha. E quero poder andar de calcinha na sala sem ngm me ver.
Anseio por muitas coisas que já achei em várias pessoas diferentes. O sorriso de um, o companheirismo de outro, a espontaneidade do próximo. O amor, pra mim, é uma peça de teatro. Tem dias que lota, tem dias que nao lota, mas o artista é sempre feliz. E sempre esperançoso de que seu espetáculo vai ter uma grande audiência no dia seguinte.
Eu me acho a pessoa mais legal do mundo. E sou feliz, por isso.
=)
